sábado

Activision e Infinity Ward em pé de guerra

Após demitir os fundadores do estúdio, Activision é processada por falta de pagamento e quebra de contrato.

      
     Gosta de Call of Duty? Foi um dos consumidores que garantiu uma parcela do bilhão de dólares que Modern Warfare 2 já arrecadou como o maior lançamento da história dos games? É melhor você estar sentado (também porque é esquisito pensar que alguém lê o computador em pé).
      Esta semana a Activision, proprietária da Infinity Ward desde 2003, demitiu os fundadores do estúdio por suposta “insubordinação”. Em outubro os responsáveis por Modern Warfare retomam sua autonomia, nestes parâmetros a acusação foi de que Jason West e Vince Zampella já estariam assinando contratos com outras empresas, quebrando o acordo firmado com a Activision (o mais interessante é que nenhum destes termos foi realmente comprovado).
     Hoje os ilustres desempregados abriram processo contra a produtora, alegando o não pagamento de royalties (que nada mais é do que um valor cobrado pela patente de um produto) e a quebra de contrato.
     Não é de hoje que a Activision está demonstrando ser a “nova EA”. Antigamente, a Electronic Arts era reconhecida mundialmente por suas franquias de sucesso, pelos maiores lucros da industria e também pela política agressiva de agregar estúdios menores e aumentar ainda mais o seu “império”. Muitos profissionais criativos e com um futuro promissor, após serem abocanhados pela EA, viram seus projetos serem descontinuados ou sua autonomia cair por terra.
     Hoje, a coroa está com Bobby Kotick e um dos exemplos mais atuais de seu carater empresarial foi toda a complicação envolvendo o lançamento de Brütal Legend, da Double Fine. Tanto que Tim Schafer, CEO do estúdio e criador do título, mencionou em seu twitter que “ficar chateado com a Activision por este tipo de coisa é como ficar chateado com um macaco por jogar fezes. É como o animal se comunica”.

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