quinta-feira

EUA e Brasil Coordenam Ações De Apoio ao Haiti


     A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, disse que entrou em contato com a diplomacia brasileira para discutir o trabalho e o uso de recursos na ajuda às vítimas do terremoto no Haiti. "Conversei com o ministro do Exterior sobre a necessidade de coordenar nossas doações para que tenhamos certeza de que os recursos sejam empregados da melhor maneira possível", disse em pronunciamento na noite desta quarta-feira.
     As mortes de integrantes da missão da ONU foram um dos temas da conversa. "Os brasileiros exercem um grande papel no Haiti e tem cooperado com povo daquele país nos últimos anos. O Presidente Obama conversou com o presidente Lula. Estaremos coordenando próximos enquanto avançamos", disse Hillary.
Ela falou também sobre a ajuda prestada por países que também foram afetados pelo tremor. "Conversei com diversos líderes, o presidente da República dominicana tem prestado ajuda direta", disse ela citado que o país faz fronteira com o Haiti e sofreu dados de menor proporção. A diplomacia canadense e francesa também fizeram contato com a secretária americana.
     Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, anunciou a conversa com Hillary. Ele disse ainda que, por problemas de comunicação, o Brasil não tinha conseguido contato com integrantes do governo haitiano. O Brasil enviará cerca de US$ 15 milhões em ajuda humanitária para o Haiti. Até agora, foram confirmadas as mortes de 11 militares brasileiros e da fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns.
"Mantive contato com o secretário geral da ONU (Ban Ki-moon) e com o governo americano. Eu e Hilary Clinton devemos nos falar ou hoje ainda, ou amanhã", disse. "Além de uma ação coordenada, os EUA disponibilizou muitos equipamentos. Nós estamos enviando assistência humanitária", afirmou. O ministro disse que os detalhes sobre a ação coordenada entre o Brasil e os EUA ainda são desconhecidos.

Terremoto
      Um terremoto de magnitude 7 na escala Richter atingiu o Haiti nessa terça-feira, às 16h53 no horário local (19h53 em Brasília). Com epicentro a 15 km da capital, Porto Príncipe, segundo o Serviço Geológico Norte-Americano, o terremoto é considerado pelo órgão o mais forte a atingir o país nos últimos 200 anos.
     Dezenas de prédios da capital caíram e deixaram moradores sob escombros. Importantes edificações foram atingidas, como prédios das Nações Unidas e do governo do país. No entanto, devido à precariedade dos serviços básicos do país, ainda não há estimativas sobre o número de vítimas fatais nem de feridos. O Haiti é o país mais pobre do continente americano.

Morte de brasileiros
      A fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, Organismo de Ação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Zilda Arns, e militares brasileiros da missão de paz da ONU morreram durante o terremoto no Haiti.
     O ministério das Relações Exteriores do Brasil anunciou que o país enviará até US$ 15 milhões para ajudar a reconstruir o Haiti após o terremoto que devastou o país nesta terça-feira. Além dos recursos financeiros, o Brasil doará 28 t de alimentos e água para a população do país. A Força Aérea Brasileira (FAB) disponibilizou oito aeronaves de transporte para ajudar as vítimas.

O Brasil no Haiti
      O Brasil chefia a missão de paz da ONU no país (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti, ou Minustah, na sigla em francês), que conta com cerca de 7 mil integrantes. Segundo o Ministério da Defesa, 1.266 militares brasileiros servem na força. Ao todo, são 1.310 brasileiros no Haiti.
     A missão de paz foi criada em 2004, depois que o então presidente Jean-Bertrand Aristide foi deposto durante uma rebelião. Além do prédio da ONU, o prédio da Embaixada Brasileira em Porto Príncipe também ficou danificado, mas segundo o governo, não há vítimas entre os funcionários brasileiros.

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